Archive for the ‘Pão de Queijo com Rapadura’ Category

Enquanto o semestre não acabar…

Saturday, June 21st, 2003

Hoje deu aquela vontade de postar. Deve ser meu subconsciente inventando uma desculpa para que eu fique mais tempo no computador – e ele está tendo sucesso nisso.

Ontem fui para a Matriz, para o segundo evento de música eletrônica que eu me dispus a ir aqui em BH. Claro, o primeiro foi o Eletrônika, onde tocou Marky e etc. Quase fui preso na porta. Detalhes. Meu ânimo não estava dos melhores na ocasião e não era nem bem 3 da manhã, o set do Marky ainda não tinha terminado e eu já estava pegando a Espírito Santo, de volta para casa.

Eu já estava a quase dois meses sem sentir barulho de tunts-tunts troando em algum lugar que não fosse meu quarto ou carro, sem ficar alto com música repetitiva, sem perder a noção do tempo e espaço, sem esquecer de tudo e apenas ficar escutando aquela melodia entorpecente, enfim, a quase dois esses sem sentir a vibe de uma boa apresentação de DnB, House, Techo, Psy-Trance, Trance, o que quer que fosse. Ah, não estava aguentado mais. Eu não ia ficar esperando até setembro pela SerraEletrica – não tem condições. Resolvi então ir para um evento que teve ontem lá na Matriz. Bem… Bom… Bah! Foi ótimo! Até o momento em que o peso da macarronada e da culpa por não estar estudando bateu e, novamente, sem ânimo, resolvo voltar.

Por essas e outras que eu estou a um passo de resolver não sair até que acabe o semestre – ou que eu me livre de metade das correntes que estão presas no meu pé. O que acontecer primeiro. Chega!

Airbase – Spin

Brincadeiras com o celular

Wednesday, June 18th, 2003

Dica do dia: NUNCA, jamais, never, nie, em hipótese alguma ligue o T9 do seu celular quando estiver anotando o nome de alguém q se chame “Ana”: pode ser constrangedor… De qualquer forma, se você quiser arriscar, corre o risco d’ela gostar :P

Zé Ramalho – Avohay

Consciência 1 x Macambira 0

Sunday, June 8th, 2003

Depois de uma frustrante ida a um forró em terras mineiras, tinha esperanças de que ir para algo onde música eletrônica tocasse numa alturra ensurdecedora fosse o remédio para todos os males d’alma.

Mas convenhamos: acordar para ir para um afterhours que começa as 4 da manhã é complicado… complicado…

Maldita pilha de livros sobre a mesa.

A dor do parto de MaCaCar

Tuesday, April 1st, 2003

Quando chegar a hora do parto do meu primeiro filho, vai ser uma daquelas cenas deprimentes. Provavelmente serei um daqueles caras que vaga incessantemente de um lado do outro da sala de espera, passo apressado, respiração ofegante, cabelos já completamente assanhados, suados, com os óculos já na metade do nariz ( o suor faz ele escorregar ), mãos apreensivas, olhar fixo no chao, de um lado para outro e desse para o um, sem parar. Provavelmente alguém mandaria eu parar, me acalmar e yada yada yada, ao que eu prontamente responderia com meros sons guturais, me dirigiria a máquina café, ascenderia um cigarro ( – E você fuma!!! Homem de Deus, larga isso, você está num hospital! ) e de mim apenas mais sons guturais. Se uma enfermeira passasse, seria metralhada de perguntas, dúvidas, ( – O Sr. por gentileza aguarde sentado. ). Murros e murros na parede. ( – Eu vou chamar a segurança do hospital…! ). Bravejadas, urrros.( – Pois chame essa porrra.., blarft argh!!! ) Tudo isso acontecendo e eu ainda marcando o chão com os sapatos, de um lado, para o outro…

Mas esse primeiro filho e seu parto podem esperar. O parto agora é outro. Cada dia que passa e essa maldita data que não chega. ( – Tiago! Ainda aqui! Quando é que você vai mesmo… bla bla bla bla bla bla bla bla bla sohhhh ). Uma espera entrecortada – ( – Já arrumou os livros?! CDs?! Gravou os CDs?! Falou com fulana?! Cobrou aquilo? Comprou isso? Marcou algo?! Ainda não fez nada daquilo que eu te falei? ). Não sei se é isso que mais cansa, essas férias em que eu não posso simplemente jogar tudo pro alto, pegar minha barraca, meu carro e sumir. Talvez, afinal, depois de tanto tempo sem saber o que eram férias, na oportunidade que tenho de tê-las não consigo aproveitá-las. Talvez seja só ansiedade.

Por mim, queria que tudo passasse logo. Que eu chegasse logo, que me instalasse, que me deslumbrasse com a cidadde, que me perdesse inumeras vezes nas ruas e avenidas de uma cidade mal conhecida, que eu ficasse logo em extase com as novidades, que a saudade da terrinha começasse a me incomodar feito um pequeno bicho de pé no dedinho do pé esquedo, que as luzes do novo começassem a se apagar e o brilho fosco do velho aparecesse, que eu começasse a ver defeito nas pequenas coisas, que eu começasse a ver defeito em tudo, que a nostalgia doentia me corroesse lenta e incansavelmente, que o banzo tomasse conta de tudo e que de repente eu me desse conta que, não adiantaria de nada se eu subitamente começasse freneticamente a ler livros …complicados, fazer teses, fazer juras; a queimar ervas, beber todas, beber tudo; cheirar incenso; ligar chacras, cantar mantras, por que no final, o mundo não teria mudado, eu seria o mesmo, tudo seria o mesmo que sempre foi e essa era a beleza da coisa: que eu finalmente desse o próximo passo e tudo seguisse como se tudo aquilo tivesse sido tempestade em copo d´água. Sem cacos para recolher.

Mas ainda há cacos, eu ainda estou na sala de espera, o bebê ainda não nasceu e a espera entrecortada continua. A formatura passou e agora eu me prendo a mais uma série de fantasmas problemáticos. Não, eu não aprendo – a burocracia tem dessas. E eu continuo querendo apenas largar tudo, seguir CE-040 até um local qualquer onde eu pararia o carro, abriria suas portas, colocaria um CD do DJ Doboy, armaria a barraca e contemplaria a incansável agonia do vai e vem do mar. Eu até faria isso – hoje! – mas MaCaCar embarcou para Belo Horizonte, com seu som, meu som, minha barraca e meu apito de formatura.

É…

[ Delirando aos sons de "Dallas Superstars - Helium" - garai da música, do clip! ]