O banzo não tarda – mas não fere

Faz dois dias que uma gripe me persegue. Não reclamo. Serviu como mais uma desculpa-fu e mesmo com ela ainda fizemos uma pequena festa aqui em casa. Juntamos alguns colegas da faculdade num ambiente descontraído e divertido. Alias, a sala iluminada fracamente apenas por uma luz vermelha foi uma cena inesquecível: “Opa! Que é isso?! Virou bordel?!”

Sei que acordo hoje, já melhor, e lá para as tantas, estamos eu e o João assistindo o que diabos tivesse de bom na TV numa manhã de sábado – quase nada. Indo para a geladeira encontro uma garrafa de fanta morango – cada uma que inventam esses dias… De repente vêm aquela idéia:

- Ê João, pense que essa Fanta Morango deve ser boa com vodka.
- Ô!
- Pera aê…

E lá vou eu puxando a sempre presente garrafa de vodka da geladeira ( Smirnoff Red, pelo menos isso! ) e derramando uma dose e meia da mais cremosa e gelada vodka da casa no copo vermelho cor-de-gelatina.

10 minutos depois já estava indo para o round #2 e para o computador, escrever o resto da proposta de dissertação. Nem preciso dizer que não consegui descer uma linha que fosse desta, mas já tava indo para o 3o. copo da mistura. Na cabeça já tinha ancorado os meus fones de ouvidos e deixado tocando a última infeliz música que eu baixara. Sim, a própria do post anterior. Sério, esse Carlinhos Brown tem um pacto com o caderudo, o rabudo, Asmodeus, chifrudo, coisa ruim: já acordei o dia com a maldita música na cabeça. Um saco! Lá para as tantos puxo um dos CDs de forró que eu comprei horas antes de vir de volta para cá e que ainda estavam no plástico e coloco para tocar. E aí, eu, que estava tão bem, me lembro de casa, da praia, dos meus pais, minha irmã, meus amigos, meu quarto, do cheiro de maresia chegando pela janela pela manhã, da sensação da areia da praia nos pés, do barulho do telefone tocando incessantemente nos finais de semana, do cheiro de suor do Cantinho do Céu, da cerveja quente do Clube do Vaqueiro, do atendimento ruim de qualquer barraca de praia da Praia do Futuro.

É, o banzo tarda, não falha, mas não já não doi mais tanto quanto doía antes. É aquela história: finalmente, não há mais cacos para recolher. As coisa vão bem não por haver algo em especial que as tornem melhores, mas por não existir nenhuma razão especial para não estarem dessa forma. Engraçado me dar conta disso, engraçado quando um “Já se acostomou com a cidade?!” me faz responder com um tom de surpresa.

Mas minto, existem sim alguns cacos. Mas não foram cacos que eu joguei no meu caminho e não tenho mais paciência de simplesmente pisar sobre eles, fingir que está tudo bem e olhar para quem os jogou e fingir que nada aconteceu. Para esses cacos, o que fazer senão jogá-los de volta? Se quem os jogou achar ruim, paciência – eu também não gostei deles. Cada um que se vire com seus “cacos”.

2 Responses to “O banzo não tarda – mas não fere”

  1. Pordeus says:

    Porra, aprende a escrever, caralho. Logo no começo “Fazem dois dias”??? É “Faz dois dias”…
    Deixa de ser chorão e termina essa proposta logo! Fanta Mogrango + Vodka é bom mesmo! T dia 20 :)

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