O programador pródigo ao código retorna


/*@brief Tenta retomar o processo de codificação que parou a uma semana atrás
*
* Não tem jeito: você era só empolgação, linhas e mais linhas de código jorravam ao comando do seus
* dedos... Está certo, as coisas não iam tão rápido assim, mas vc pelo menos tinha idéia do que
* faltava, conhecia o processo, de como as coisas deveriam prosseguir, onde vc tinha parado,
* onde estavam as linhas soltas de código esperando por amarras fortes - ou por
* simples hacks que resolvessem até a hora que fosse necessário fazer algo de responsa.
*
* Mas você parou. Sim, vc parou: deixou o código de lado por sabe lá Deus quanto tempo e
* agora, dias depois, você regressa ao velho vim de guerra, ao make e seus erros,
* a tudo q você deixou esquecido por todos esses dias. E vem aquele maldito momento de contra-epifania:
* vc se dá conta q vc não se lembra de nada! NADA!
*
* Certo, aqui lá é seu código ainda, saiu das entranhas da sua fétida mente de programador. Aquele
* Frankstein é seu filho, papai. Aqueles comentários - o que eu quis dizer mesmo?! - foram você
* quem fez. É... parece familiar... Cada vez mais você reconhece algo ali, aculá. E cada vez mais você se
* pergunta: o que diabos é que essa ***** faz?
*
* @param tempo que levou a sua memória para longe
* @param n linhas de codigo que ficaram cobertas com teias de aranha
*
* @return para um estado onde vc ainda não sabe bem como as coisas estavam e o que você deveria
* ter feito nas ultimas semanas durante o qual o codigo ficou fermentando
*
* @warning Esse processo não lhe ajuda em porra nenhuma e costuma levar um tempo dos infernos.
*/
void* return_to_coding(unsigned long long int tempo, char n);

Comentário comentado com Doxygen… Desespero por conta própria.

The Chemical Brothers – The Golden Path

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