É fato: eu gosto de python. Claro que uma afirmação como essa vindo de quem programou em GTK com Lisp e achou super divertido deve ser levada com no mínimo uma pitada de ceticismo. Ainda há aqueles que se espantam com besteiras: “Mas você não usa EMACS?! C usa VI?!” e, diante da minha resposta, preferem desconsiderar qualquer opinião minha. Religião e nerdice: mistura perigosa. E sim, eu uso VI, gvim com VimSpell e EnhancedCommentify para ser mais exato. Por sinal, se alguém quiser me dar de presente isso aqui eu ficaria muito grato.
Mas voltando, o fato é que sim, eu gosto de programar em python. Linguagem simples, relativamente eficiente, que não somente suporta mas que incentiva boa programação OO sem castrar o programador. É quase como Perl, no sentido que ela permite você fazer o que você quer de maneira rápida, com a vantagem que dá para, três meses depois, você entender o que você escreveu naquele código sem ter que ficar quebrando muito a cabeça. Perfeita, inclusive para os trabalhos do mestrado – assim eu achava.
Depois de fazer todo o trabalho de uma cadeira em pyhton eu resolvi checar com as ordens superiores se estava tudo bem com a minha implementação e, acima de tudo, com a minha escolha de linguagem. Estou esperando até agora a resposta do professor. Bem, como diria o Sellaro, “Murphy é meu pastor e nada certo dará”: ao tentar re-submeter o trabalho para aprovação ele não roda – mais. Misteriosamente a máquina que recebia e testava os trabalhos sofreu um downgrade e o python dela passou de um 2.x para 1.5.2 – o que quebrou completamente todo o meu trabalho. Ciente de que isso poderia acontecer e já sem outra opção, dei inicio a uma conversão para C++ – foi uma interminável noite com o Stroustrup ao meu lado…
“Mas não é só isso”: depois de abusar por uma noite das “peculiaridades” do C++ e do jeito intragável do Stroustrup escrever ( ou seria isso culpa do tradutor?! Geralmente é… ), descubro que a versão do g++ da faculdade é levemente mais velha que a minha. Uns 3 anos mais velha, acho. Erro, erros, erros e, ainda frustrado com o desastre que foi a submissão do trabalho em python, parto para “consertar” o trabalho em C++.
Ao final, não sei bem como, tudo deu certo. Depois de um trabalho de parto desses tinha que dar certo. E vendo pelo lado positivo, traduzir de python para C++ foi relativamente fácil (o código ficou até legível
) e de quebra aprendi a usar a STL ao custo de uma noite de sono. Mas é como dizem por ai: dormir é para os fracos.
Infelizmente eu sou um….
Patife feat. Fernanda Porto – Sambassim (SP Kollective RMX)
Maca. Bjarne em inglês é relativamente simples. O cara é até sarcástico
Acho que isso é bode de tradução mesmo. Qualquer coisa, quando você estiver por aqui a gente faz o comparativo
Curiosidade: tu perguntou em que linguagem a negada da faculdade fez o trabalho ?
Cade o velho Macambira que dizia “ah, eu fiz desse jeito, e o problema é da máquina. Vamos ajeitar pra que rode”.
tsc, tsc, tsc
Esse Macambira está descansando tranquilamente, tentando aceitar como são as coisas que ele não pode mudar; mudando as que ele pode e simplesmente tentando ignorar como ele pode o que cair no gradiente desses dois extremos.
Aqui eu não sou “administrador de telnet”
Rapaz, dormir é perda de tempo. Tu vai passar a eternidade assim, então viva acordado antes que durma pra sempre
Python, é boa mesmo? To tentando achar uma linguagem nova para programar, pensei em tcl, mas o material em português para ajuda é muito pouco, nem livros existe, ou melhor, só um guia rápido, acho que irei tentar python, afinal, depois que aprendi um pouco de Pascal estou empolgado hehehehhe, ah, tive tb uma queda por PHP e C, vou realmente testar o Python!
Tiago, esqueça TCL! Ou linguagem nojenta!
Python tem um código limpo, OO bem pensado, boa biblioteca padrão e uma comunidade ativa e receptiva a novatos. No mais, vc pode programar nela também através de um shell: digita os comandos e testa: rapido para verificar se algo funciona sem perder muito tempo.
Ow! E poder fazer coisas do tipo “print a.reverse.__doc__” para ver a documentação de uma função e dir(obj) para ver os métodos q um objeto tem é uma mão na roda quando as referências estão longe… Sei, besteira, mas na hora do apeto tudo vale para salvar tempo.
No mais, nem pascal parece tanto com pseudo-codigos ( sem perder poder ) do que python