Não. Não estou fazendo um daqueles cursos de sexualidade nem de biodança. Estou ( ainda! ) no Kung-Fu. E estou gostando. Mesmo.
Ontem o professor me fez ensinar o que eu sabia do 1o. kati para um cara lá. Ensinar não, mostrar, primeiro porque eu não sou mestre e depois pq algumas coisas não se ensinam: não era pq eu tava fazendo o kati na frente dele que ele ia aprender, uma atividade diretamente ligada ao ensinar.
Esquece…
Enfim, foi uma grande honra. Mesmo tendo errado uma besteiras lá umas 10 vezes. Acontece
Depois eu consegui pela primeira vez fazer quase todo o kati ( ainda não o aprendi todo…) sem ter que ficar parando 15 segundos entre cada movimento: eu simplesmente sabia a seqüência. Notar que eu já estava conseguindo isso foi muito gratificante; dá um novo gosto por essa arte, um novo ânimo.
Ontem até re-aprender a pular corda eu re-aprendi. Interessante…Sem dobrar os joelhos, apenas com os pés… Ri muito de mim mesmo. Só quem não ficou rindo muito foi a minha panturrilha direita. Segunda-feira, quem não gostou muito dos treinos foram as minhas coxas: distendi as duas no alongamento. E por ai vai. Cada treino, um novo músculo soltando um Olá, enfermeira!, um re-descobrir de tendões e ligamentos que eu nem me lembravam mais que estavam lá. Quase como jogar aquele “Corpo Humano” da Grow.
um dia, quando eu disse pro Heráclito que as minhas coxas doíam, ele respondeu que acharia muito estranho se um dia as dele de repente pararem de doer.