O inferno são os outros

Gosto de pensar às vezes que a vida é um intrigante jogo, uma adventure onde possui-se apenas uma vida e não tem undo, ou check-point ou qualquer coisa do gênero.

O seu sucesso no jogo é puramente determinado pelos “pontos de experiência” que você sai catando nas fases passadas. Cada burrada que você faz, mancada, erro, tropeço, vacilo, deslize, obstáculo, etc, saem contando pontos, de acordo com de que forma você os resolveu ou lidou com eles. E, no melhor do “é melhor rir de si mesmo na falta do que ter para rir”, quanto mais jogo de cintura demonstrar-se, quanto maior for a capacidade do jogador de sair com aquela cara de hiena da situação, mais bonus points você ganha. É uma maravilha. Ótimo para ser jogado por crianças na fase dos 8 a 15 anos.

Claro que cada um desenvolve suas próprias estratégias, cheat codes, e por ai vai. Vez por outra aparece um metido a sabido querendo dar super dicas e super mapas para todas as fases. Ilusões. No final, não tem para onde correr: nesse jogo, esperto é quem aprende com os próprios erros e mais esperto quem aprende com os dos demais.

Eu?! Nunca fui bom em jogo algum… E cada vez mais sinto remorso de não ter prestado mais atenção nas aulas de filosofia. Tanto para ter mais besteirol para escrever como para ter mais citações de sartre pra jogar naqueles que desafortunadamente acabam escutando minhas lamentações.

One Response to “O inferno são os outros”

  1. Sellaro says:

    Boa, Maca. Mais ou menos na mesma linha deste post. Mas acho que em algumas áreas você acumulou mais pontos que eu. Por merecimento, lógico!

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